Preço do imóvel pronto desacelerou em janeiro


O preço do imóveis está perdendo o fôlego. Pelo segundo mês consecutivo, a variação em 12 meses do preço médio do metro quadrado dos imóveis prontos, a maioria usados, desacelerou em janeiro na comparação com o mês anterior.

No mês passado, a variação do preço do metro quadrado acumulada em 12 meses estava em 13,5%, segundo índice Fipe Zap, que pesquisa os preços na internet em 16 cidades. Em dezembro, esse mesmo indicador estava em 13,7% e, em novembro 13,8%.

“Com dois meses de desaceleração ainda não é possível tirar conclusões”, afirma o coordenador do índice, Eduardo Zylberstajn. Mas ele pondera que os indicadores ruins, como a inflação persistente em níveis elevados e as incertezas que contagiam as expectativas, podem estar afetando o mercado imobiliário.

Movimento também de desaceleração foi registrado nas variações mensais de preço. Na média das 16 cidades pesquisadas, o preço do m² dos imóveis anunciados na internet aumentou 0,8% em janeiro na comparação com o mês anterior. Em dezembro, a variação mensal havia sido de 1%.

São Paulo

Um dado relevante da pesquisa é que o preço do metro quadrado dos imóveis em São Paulo, o principal mercado do País, registrou em janeiro a menor variação mensal da série histórica iniciada em janeiro de 2008. Em janeiro, o preço do m² na cidade de São Paulo, de R$ 7.839, teve alta de 0,70%. “É praticamente a variação esperada para inflação neste mês”, compara Zylberstajn, citando o último Boletim Focus do Banco Central, que projeta IPCA de 0,72% para janeiro.

O economista observa que, em janeiro, a maioria entre as 16 cidades pesquisadas teve variação de preços muito próximas da expectativa de inflação para o período. Exceção à regra foram as altas no Rio de Janeiro (1,2%), Recife (1%), Florianópolis (1,6%), Porto Alegre (1,2%), Vitória (1,4%) e Niterói (1,1%). “Até pouco tempo atrás era difícil encontrar cidades com preços subindo igual ou abaixo do IPCA. Hoje é mais frequente”, diz Zylberstajn. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Isto É Dinheiro

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