Bares da moda que valem a pena conhecer


Selecionamos casas badaladas e bacanas como o Rouge Bar à Vin, no Itaim, com extensa carta de vinhos, e o Mozza, nos Jardins, lugar chique para ver e ser visto

 

O diminuto ambiente com balcões
O diminuto ambiente com balcões do Minato Izakaya (Foto: Ricardo D’ Angelo )
O cenário noturno paulistano não para de ganhar novos bares, para todos os gostos. Nos últimos meses, agitaram a cena o Rouge Bar à Vin, no Itaim, um lugar chique com vasto cardápio composto de quase 130 rótulos de vinho, o Mozza, nos Jardins, que tem ambiente refinado e a mussarela de búfala como inspiração. Em Pinheiros, três novidades bacanas são o Absolut Inn, montado no interior da descolada loja Cartel 011, o Barteco, onde receitas de bar com cuidado especial, e o Minato Izakaya, para petiscar ao estilo oriental. Confira esses e outros endereços abaixo:

Absolut Inn: este endereço descolado, montado em um dos cantos da loja Cartel 011, em Pinheiros, esbanja charme. Trata-se do primeiro bar fixo da marca de bebidas Absolut no mundo. Estreito, o belo ambiente tem pé-direito duplo, garrafas como parte da decoração e um longo sofá. Nele, é possível se acomodar confortavelmente e curtir os drinques na companhia de um simpático pote com um mix de castanhas e amendoim — a única opção para comer por ali, oferecida gentilmente como cortesia. Inteiramente dedicada às receitas feitas com a vodca da marca, a carta apresenta boas criações, como o mango martini, doce e levemente picante. Leva vodca de manga, sucos de manga e limão, mel de agave e pimenta dedo-de-moça. O pears martini combina vodca de pera, sucos de limão-siciliano e grapefruit e licor de marasquino.

 

            Os drinques de vodca de manga, pura e de pera do Absolut Inn: clima descolado
Os drinques de vodca de manga, pura e de pera do Absolut Inn: clima descolado
(Foto: Gladstone Campos)

bar.: o lugar, batizado de bar., encanta pela versatilidade. Dá para se jogar na pista do 2º piso ao som de rock e música eletrônica ou curtir jazz e blues ao vivo na varanda aos domingos. A estrela da casa é a carta de bebidas, assinada pelo mixologista Márcio Silva. Da lista de drinques revisitados, prove o bramble de gengibre, feito com gim, licor Chambord, limão-siciliano e xarope de gengibre, que confere frescor à mistura. Na cozinha, o chef Marcos Lee prepara sugestões criativas e de pegada mais contemporânea. Ótima, a costela suína ao molho de framboesa descansa vinte minutos no forno para ficar à pururuca. Chega à mesa ao lado de pão chinês cozido no vapor.

 

            Costelas do Barteco: macias e deliciosas
Costelas do Barteco: macias e deliciosas
(Foto: Mario Rodrigues)

Barteco: a brincadeira do chef, e agora empresário, Daniel Brum — que já trabalhou nos restaurantes bacanudos Kaá e La Brasserie Erick Jacquin — foi dar uma pitada de sofisticação a esse boteco que ocupa três andares de um sobrado simples. Ali, ele prepara receitas de bar com cuidado especial. O pequeno menu reúne pratos, petiscos e bebidas agrupados por faixa de preço. Em vez do trivial bolinho de bacalhau, sua versão à gomes de sá vem sequinha e saborosa, feita com lascas do peixe e recheada de tomate confitado e azeitona preta. As saborosas costelinhas de porco, cozidas em baixa temperatura, levam molho agridoce e pimenta chipotle. Pratos substanciosos fecham o cardápio, entre eles o nhoque com ragu de costela. O chope Brahma é bem tirado e há coquetéis interessantes, caso do kiwi limoncello, feito com cachaça.

Cão Véio: repleto de imagens de cachorros, o bar tem lustres de estilo antigão, sofás de couro preto e pufes vermelhos. Além dos pratos rotativos no almoço, figuram no cardápio bons petiscos. Não provar a porção de pargo servida ao lado de batata-doce, ervas e maionese de limão é um crime. Há ainda rótulos de cerveja selecionados por Eduardo Passarelli, do Aconchego Carioca. A encorpada Dead Pony Club, da cervejaria escocesa BrewDog, segue estilo american pale ale.

 

O salão com quadros de cachorros do Cão Véio: ideal para grupos de amigos
O salão com quadros de cachorros do Cão Véio: ideal para grupos de amigos
(Foto: Fernando Moraes)

Empório Sagarana Vila Madalena: a primeira filial do Empório Sagarana trilha os rumos da matriz. Foi criada para funcionar apenas como um armazém, semelhante aos do interior de Minas Gerais. Daí a ambientação rústica de madeira e a boa variedade de produtos — nas prateleiras há uma impressionante seleção de quase 600 rótulos de cachaça e outros 200 de cerveja, além de doces, compotas e queijos. Aos poucos, ganhou jeitão de bar quando, mesmo sem cozinha, passou a servir porções de frios e embutidos. São beliscos como os espetinhos de queijo da Serra da Canastra (MG), tomate sweet grape e pimenta-biquinho.

 

O salão do Empório Sagarana: nos moldes da matriz
O salão do Empório Sagarana: nos moldes da matriz

(Foto: Lucas Lima)

JazzB: grupos de jazz de todas as parte do mundo costumam se apresentar em duas entradas diárias. Uma moçada descolada costuma frequentar o local, o que não exclui quarentões e cinquentões do programa. O bar solta chopes Saint Bier nas versões pilsner e “belga” e coquetéis clássicos, como o gin tonica feito com gim Taqueray. Vinhos, caipirinhas, cachaça e cervejas completam a oferta etílica.

 

    JazzB: música ao vivo em ambiente estiloso
JazzB: música ao vivo em ambiente estiloso
(Foto: Fernando Moraes)

Minato Izakaya: que tal variar e encarar um bar de estilo oriental? Aberto há mais de um mês por Fabio Koyama, ex- Aoyama e Nagayama, e Sergio Kubo, egresso do Hideki, este pequeno boteco japonês tem paredes escuras, iluminação baixa e dois balcões coletivos que, juntos, somam vinte lugares. No cardápio, porções frias e quentes aparecem ao lado de shochus coreanos e saquês japoneses. Uma sugestão é o suave e aromático saquê Hakushika Honjozo. Na hora de escolher o que comer, comece pelas frescas e carnudas ostras vindas de Florianópolis. Elas chegam à mesa cobertas do cítrico molho ponzu, feito com shoyu, vinagre e limão. O saboroso tonkatsu traz tiras de lombo suíno à milanesa ao lado de repolho temperado e molho inglês. Outra boa porção é a pimenta-cambuci recheada de anchova e shimeji.

Mozza: um lugar chique para ver e ser visto. O novo negócio do Grupo Egeu, que reúne o restaurateur Paulo Kress e os chefs Paulo Barros e Salvatore Loi, tem ambiente refinado e a mussarela de búfala como inspiração. Por isso, vale pedir a minidegustação, que apresenta as versões cereja, bocconcini, em trança, defumada e marinada ao vinho tinto. Para completar, a excelente burrata chega regada por azeite e raspas de limão-siciliano. Mas fique esperto, pois a cesta de pães é cobrada à parte. Uma surpresa do menu vem na forma de uma espécie de salada com arroz negro, ricota e parmesão, tudo recheando uma bola do queijo e com presunto de Parma no topo. Os drinques são uma atração à parte. Rafael Pizanti, ex-Copacabana Palace, é o responsável pelas boas criações. Um exemplo: o fresco zenzero, feito com uva itália, gengibre, manjericão e vodca. Tudo muito bom, exceto o serviço, um pouco desencontrado. Uma dica: vá preparado, pois a conta pode sair bem salgada.

 

Salão colorido do Peixaria Bar e Venda: mesas, cadeiras e objetos foram garimpados em todo o país
Salão colorido do Peixaria Bar e Venda: mesas, cadeiras e objetos foram garimpados em todo o país
(Foto: Mario Rodrigues)
Peixaria Bar e Venda:em um casarão na esquina das ruas Fidalga e Inácio Pereira da Rocha,na Vila Madalena, o proprietário Cicero Castilho resolveu erguer um refúgio praiano. Durante oito meses, garimpou objetos em diversos cantos do país e se esmerou em criar um salão agradável e colorido. Aberto no Dia de Iemanjá (o último 2 de fevereiro), o bar apresenta um extenso cardápio baseado nos filhos do mar. A ideia de combinar a peixaria com a possibilidade de grelhar os pescados ali mesmo não poderia ser mais charmosa,ainda mais com o bonito braseiro montado dentro de uma canoa coberta por areia. Em porção de oito unidades,os bolinhos de paella são sequinhos por fora, fartos no recheio e saborosos.

 

            Rouge Bar à Vin: 120 rótulos
Rouge Bar à Vin: 120 rótulos
(Foto: Fernando Moraes)

Rouge Bar à Vin: imagine um lugar descolado, meio chique, mas sem frescuras, frequentado sobretudo por trintões. Ele tem paredes vermelhas e cinza, mesas de madeira e um comprido balcão. Um jardim de inverno e uma antiga árvore do imóvel completam a decoração. Esse é o clima do Rouge, que traz uma carta de vinhos de 120 rótulos — trinta deles em taça —, cozinha supervisionada pela chef-consultora Ana Soares e uma seção de embutidos. Para acompanhar a taça do tinto italiano Brusco dei Barbi 2010, opte pela charcuterie maison, porção na qual gordas fatias de bresaola (mais finas, por favor), rillete de pato, patê, pepinos e cebolinhas têm a parceria indispensável do pãozinho. Pratos como arroz de camarão são uma boa pedida para refeições. Os espumantes servidos em taça estão sempre efervescentes devido a uma máquina que mantém as bolinhas vivas. Vá de Kirter Blanc de Blanc Brut.

 

                    Tatu Bar & Palco: o palco disputa as atenções com o balcão iluminado
Tatu Bar & Palco: o palco disputa as atenções com o balcão iluminado
(Foto: Ricardo D’Angelo)

Tatu Bar Palco: um lugar de “álcool, música e outros prazeres subterrâneos”. Esse é o Tatu, no subsolo do restaurante Jacarandá. O lugar tem o jeitão de speakeasy: pequeno e escuro. Sofás de couro recebem casais e rodas de amigos descolados. Em um iluminado balcão são preparados clássicos da coquetelaria, como a equilibrada margarita, além de criações de Eduardo Haus, caso do jacarandá. Leva cachaça, cardamomo, suco de abacaxi e açúcar. Há poucas sugestões para comer. Se a fome apertar, opte pelo duo de empanadas. Uma tem no recheio o ótimo e ácido queijo da Serra da Canastra e a outra, carne picada na ponta da faca. Como esse Tatu é tinhoso, é melhor checar a programação antes de sair de casa. Os shows são alterados com frequência e, às vezes, nem sequer acontecem. Nesse caso, anima a pista a variada playlist do lugar, com soul, groove, salsa, MPB…

Fonte: Veja SP

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